PDV & Execução

Materiais de PDV: Tipos, Exemplos e Como Usar Cada Um

19 de setembro de 2026 8 min de leitura
Materiais de PDV: Tipos, Exemplos e Como Usar Cada Um

Materiais de PDV são as peças de comunicação instaladas no ponto de venda para chamar a atenção do shopper, destacar um produto, informar preço ou promoção e orientar a escolha na frente da gôndola. Os mais usados são wobbler, stopper, faixa de gôndola, testeira, display, totem e adesivo de chão, e cada um resolve um problema diferente. Escolher a peça certa e garantir que ela esteja instalada (e conservada) é o que separa material de merchandising que vende de papel que vai para o lixo do depósito.

O que são materiais de PDV e para que servem?

Material de PDV, também chamado de material de merchandising, é tudo aquilo que a marca leva para dentro da loja para comunicar sem depender de um vendedor. O shopper decide boa parte das compras olhando a prateleira, e a peça bem colocada interrompe o olhar e dá um motivo para pegar o produto.

Os materiais de PDV cumprem quatro funções:

  • Chamar atenção: tirar o produto do meio de dezenas de embalagens parecidas.
  • Informar: preço promocional, lançamento, novo sabor, benefício.
  • Orientar: indicar onde está a categoria ou o ponto extra.
  • Reforçar a marca: manter a identidade visual presente mesmo quando não há ação ativa.

Se você ainda está organizando o básico, vale ler antes o que é PDV e como ele funciona e o que é merchandising na prática.

Quais são os tipos de material de ponto de venda?

Os tipos de material de ponto de venda variam conforme o lugar onde são instalados e o tempo que ficam na loja. Abaixo, os mais comuns no varejo brasileiro.

Wobbler

Peça pequena presa na prateleira por uma haste flexível, que balança com o movimento do ar ou de quem passa. Esse movimento é justamente o que chama a atenção. Funciona bem para lançamento, oferta pontual ou destaque de um SKU específico dentro da categoria.

Stopper

Placa que sai perpendicular à gôndola, "parando" o olhar de quem caminha pelo corredor. Como fica visível de longe, é indicado para avisar que a marca está ali antes mesmo de o shopper chegar à frente do produto.

Faixa de gôndola (régua)

Tira impressa encaixada no trilho de preço da prateleira, ocupando a largura do espaço da marca. Delimita o território da marca e ajuda a formar o bloco visual. Muito usada junto com o planograma para deixar claro onde começa e termina cada produto.

Testeira

Peça instalada no topo da gôndola ou da ponta de gôndola. Comunica para o corredor inteiro e costuma acompanhar um ponto extra ou uma campanha negociada com o varejo.

Display

Estrutura de papelão, acrílico, metal ou madeira que expõe o produto fora da gôndola principal. Pode ser de chão, de balcão (perto do caixa) ou de prateleira. É o material que mais ocupa espaço e, por isso, o que mais depende de negociação com a loja.

Totem e adesivo de chão

O totem é uma peça vertical na entrada ou em áreas de grande circulação. O adesivo de chão guia o shopper até o produto em lojas grandes.

Clip strip

Fita com ganchos que pendura produtos pequenos (snacks, pilhas, sachês) em outra categoria, gerando compra por impulso.

Wobbler, stopper e display: quando usar cada um?

A pergunta que mais aparece entre analistas de trade é qual peça escolher. A tabela abaixo resume o uso típico de cada material.

MaterialOnde ficaMelhor usoDuração típicaCuidado principal
WobblerTrilho da prateleiraLançamento, oferta de 1 SKUCurta (semanas)Cai fácil, precisa reposição
StopperPerpendicular à gôndolaSer visto de longe no corredorMédiaNão pode bloquear passagem
Faixa de gôndolaTrilho de preçoDelimitar espaço da marcaLongaNão cobrir a etiqueta de preço
TesteiraTopo da gôndola ou pontaCampanha, ponto extraMédiaExige autorização da loja
DisplayChão, balcão ou prateleiraPonto extra, impulsoMédia a longaAbastecimento constante
TotemEntrada, área de circulaçãoCampanha de marcaCurta a médiaEspaço negociado
Clip stripPendurado em outra categoriaCompra por impulsoLongaManter cheio
Adesivo de chãoPiso do corredorGuiar até o produtoCurtaDesgaste rápido

Regra simples: quanto mais longe o shopper está do produto, maior e mais alta a peça (testeira, totem, stopper). Quanto mais perto, mais específica e próxima do preço (wobbler, faixa).

Como usar o material de merchandising sem desperdiçar verba?

O desperdício mais comum não é a peça feia: é a peça que nunca saiu da caixa.

Planeje por loja, não por lote

Uma farmácia de bairro não tem espaço para display de chão, e um atacarejo não precisa de wobbler em cada prateleira. Classifique as lojas por porte e formato e monte kits diferentes. Esse planejamento conversa direto com o plano de trade marketing e com a verba de trade marketing disponível.

Combine com o varejo antes de instalar

Testeira, display e totem quase sempre dependem de autorização do gerente ou de contrato com a rede. Peça instalada sem combinado costuma ser retirada na primeira arrumação da loja.

Dê ao promotor instruções claras

O promotor precisa saber qual peça vai em qual loja, em que posição e até quando. Uma foto de referência de como a peça deve ficar evita execução desigual.

Exija comprovação com foto

Sem foto, você não sabe se a peça foi instalada, se está no lugar certo ou se continua lá na semana seguinte. A foto antes e depois da instalação vira prova para o cliente e para a gestão.

Quais erros mais comuns com materiais de PDV?

  • Cobrir a etiqueta de preço: o shopper não acha o preço e desiste. Além disso, o varejo reclama.
  • Material velho de campanha encerrada: anunciar uma promoção que já acabou gera conflito no caixa.
  • Peça em gôndola vazia: destacar produto em ruptura de gôndola é jogar verba fora.
  • Não medir resultado: sem comparar vendas antes e depois, você não sabe qual peça funciona.

Como medir se o material de PDV está funcionando?

Medir exige combinar execução (a peça está lá?) e resultado (vendeu mais?).

Para execução, acompanhe:

  • Percentual de lojas com a peça instalada dentro do prazo.
  • Percentual de lojas em que a peça continua instalada na visita seguinte.
  • Lojas com peça danificada ou fora de posição.

Para resultado, compare o sell-out das lojas com material e das lojas sem material, no mesmo período. Exemplo de cálculo: se 20 lojas com display venderam em média 300 unidades no mês e 20 lojas parecidas sem display venderam 240, a diferença de 60 unidades por loja é o efeito estimado da peça. Dividindo o custo do display por essas 60 unidades, você tem o custo por unidade adicional vendida e consegue comparar com outras ações.

Esse tipo de leitura entra nos KPIs de trade marketing e ajuda a decidir onde vale repetir o investimento.

Como um app de campo ajuda a controlar os materiais de PDV?

O maior problema do material de PDV é a falta de visibilidade: a verba sai e a gestão não sabe o que aconteceu na loja. Um aplicativo de campo transforma cada instalação em registro conferível.

No MerchanSys, o promotor faz check-in com GPS validado contra o endereço do PDV, registra fotos de gôndola e exposição por loja e data, e cumpre tarefas obrigatórias, como "fotografar a testeira instalada" ou "confirmar o display abastecido". O app funciona offline, então a foto tirada no fundo da loja sem sinal sincroniza depois. No painel, o gestor vê as fotos enviadas, acompanha relatórios de conformidade de exposição e exporta em PDF para o cliente ou para a diretoria. Para quem atende várias marcas, o painel multiempresa separa os relatórios por cliente.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre wobbler e stopper?

O wobbler é uma peça pequena presa à prateleira por uma haste que balança, usada para destacar um produto específico de perto. O stopper é uma placa maior instalada perpendicular à gôndola, pensada para ser vista de longe por quem caminha no corredor. Os dois chamam atenção, mas em distâncias diferentes.

Quem instala os materiais de PDV na loja?

Normalmente é o promotor de vendas ou o repositor da marca, seguindo instruções do time de trade marketing. Em algumas ações, uma equipe de montagem terceirizada instala as peças maiores, como displays e totens. Em todos os casos, peças grandes exigem autorização prévia do varejo.

Material de PDV precisa de autorização do supermercado?

Peças pequenas na área da marca, como faixa de gôndola e wobbler, costumam ser aceitas dentro do espaço negociado. Testeiras, displays de chão, totens e adesivos fora da gôndola quase sempre precisam de autorização do gerente ou de contrato com a rede. Instalar sem combinar aumenta a chance de a peça ser retirada.

Como saber se o material de merchandising aumentou as vendas?

Compare as vendas de lojas com o material e de lojas parecidas sem o material, no mesmo período. Antes disso, confirme com foto que a peça realmente foi instalada e continuou no lugar. Sem a prova de execução, a comparação de vendas fica sem base.

Coloque isso em prática com o MerchanSys

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