Materiais de PDV: Tipos, Exemplos e Como Usar Cada Um
Materiais de PDV são as peças de comunicação instaladas no ponto de venda para chamar a atenção do shopper, destacar um produto, informar preço ou promoção e orientar a escolha na frente da gôndola. Os mais usados são wobbler, stopper, faixa de gôndola, testeira, display, totem e adesivo de chão, e cada um resolve um problema diferente. Escolher a peça certa e garantir que ela esteja instalada (e conservada) é o que separa material de merchandising que vende de papel que vai para o lixo do depósito.
O que são materiais de PDV e para que servem?
Material de PDV, também chamado de material de merchandising, é tudo aquilo que a marca leva para dentro da loja para comunicar sem depender de um vendedor. O shopper decide boa parte das compras olhando a prateleira, e a peça bem colocada interrompe o olhar e dá um motivo para pegar o produto.
Os materiais de PDV cumprem quatro funções:
- Chamar atenção: tirar o produto do meio de dezenas de embalagens parecidas.
- Informar: preço promocional, lançamento, novo sabor, benefício.
- Orientar: indicar onde está a categoria ou o ponto extra.
- Reforçar a marca: manter a identidade visual presente mesmo quando não há ação ativa.
Se você ainda está organizando o básico, vale ler antes o que é PDV e como ele funciona e o que é merchandising na prática.
Quais são os tipos de material de ponto de venda?
Os tipos de material de ponto de venda variam conforme o lugar onde são instalados e o tempo que ficam na loja. Abaixo, os mais comuns no varejo brasileiro.
Wobbler
Peça pequena presa na prateleira por uma haste flexível, que balança com o movimento do ar ou de quem passa. Esse movimento é justamente o que chama a atenção. Funciona bem para lançamento, oferta pontual ou destaque de um SKU específico dentro da categoria.
Stopper
Placa que sai perpendicular à gôndola, "parando" o olhar de quem caminha pelo corredor. Como fica visível de longe, é indicado para avisar que a marca está ali antes mesmo de o shopper chegar à frente do produto.
Faixa de gôndola (régua)
Tira impressa encaixada no trilho de preço da prateleira, ocupando a largura do espaço da marca. Delimita o território da marca e ajuda a formar o bloco visual. Muito usada junto com o planograma para deixar claro onde começa e termina cada produto.
Testeira
Peça instalada no topo da gôndola ou da ponta de gôndola. Comunica para o corredor inteiro e costuma acompanhar um ponto extra ou uma campanha negociada com o varejo.
Display
Estrutura de papelão, acrílico, metal ou madeira que expõe o produto fora da gôndola principal. Pode ser de chão, de balcão (perto do caixa) ou de prateleira. É o material que mais ocupa espaço e, por isso, o que mais depende de negociação com a loja.
Totem e adesivo de chão
O totem é uma peça vertical na entrada ou em áreas de grande circulação. O adesivo de chão guia o shopper até o produto em lojas grandes.
Clip strip
Fita com ganchos que pendura produtos pequenos (snacks, pilhas, sachês) em outra categoria, gerando compra por impulso.
Wobbler, stopper e display: quando usar cada um?
A pergunta que mais aparece entre analistas de trade é qual peça escolher. A tabela abaixo resume o uso típico de cada material.
| Material | Onde fica | Melhor uso | Duração típica | Cuidado principal |
|---|---|---|---|---|
| Wobbler | Trilho da prateleira | Lançamento, oferta de 1 SKU | Curta (semanas) | Cai fácil, precisa reposição |
| Stopper | Perpendicular à gôndola | Ser visto de longe no corredor | Média | Não pode bloquear passagem |
| Faixa de gôndola | Trilho de preço | Delimitar espaço da marca | Longa | Não cobrir a etiqueta de preço |
| Testeira | Topo da gôndola ou ponta | Campanha, ponto extra | Média | Exige autorização da loja |
| Display | Chão, balcão ou prateleira | Ponto extra, impulso | Média a longa | Abastecimento constante |
| Totem | Entrada, área de circulação | Campanha de marca | Curta a média | Espaço negociado |
| Clip strip | Pendurado em outra categoria | Compra por impulso | Longa | Manter cheio |
| Adesivo de chão | Piso do corredor | Guiar até o produto | Curta | Desgaste rápido |
Regra simples: quanto mais longe o shopper está do produto, maior e mais alta a peça (testeira, totem, stopper). Quanto mais perto, mais específica e próxima do preço (wobbler, faixa).
Como usar o material de merchandising sem desperdiçar verba?
O desperdício mais comum não é a peça feia: é a peça que nunca saiu da caixa.
Planeje por loja, não por lote
Uma farmácia de bairro não tem espaço para display de chão, e um atacarejo não precisa de wobbler em cada prateleira. Classifique as lojas por porte e formato e monte kits diferentes. Esse planejamento conversa direto com o plano de trade marketing e com a verba de trade marketing disponível.
Combine com o varejo antes de instalar
Testeira, display e totem quase sempre dependem de autorização do gerente ou de contrato com a rede. Peça instalada sem combinado costuma ser retirada na primeira arrumação da loja.
Dê ao promotor instruções claras
O promotor precisa saber qual peça vai em qual loja, em que posição e até quando. Uma foto de referência de como a peça deve ficar evita execução desigual.
Exija comprovação com foto
Sem foto, você não sabe se a peça foi instalada, se está no lugar certo ou se continua lá na semana seguinte. A foto antes e depois da instalação vira prova para o cliente e para a gestão.
Quais erros mais comuns com materiais de PDV?
- Cobrir a etiqueta de preço: o shopper não acha o preço e desiste. Além disso, o varejo reclama.
- Material velho de campanha encerrada: anunciar uma promoção que já acabou gera conflito no caixa.
- Peça em gôndola vazia: destacar produto em ruptura de gôndola é jogar verba fora.
- Não medir resultado: sem comparar vendas antes e depois, você não sabe qual peça funciona.
Como medir se o material de PDV está funcionando?
Medir exige combinar execução (a peça está lá?) e resultado (vendeu mais?).
Para execução, acompanhe:
- Percentual de lojas com a peça instalada dentro do prazo.
- Percentual de lojas em que a peça continua instalada na visita seguinte.
- Lojas com peça danificada ou fora de posição.
Para resultado, compare o sell-out das lojas com material e das lojas sem material, no mesmo período. Exemplo de cálculo: se 20 lojas com display venderam em média 300 unidades no mês e 20 lojas parecidas sem display venderam 240, a diferença de 60 unidades por loja é o efeito estimado da peça. Dividindo o custo do display por essas 60 unidades, você tem o custo por unidade adicional vendida e consegue comparar com outras ações.
Esse tipo de leitura entra nos KPIs de trade marketing e ajuda a decidir onde vale repetir o investimento.
Como um app de campo ajuda a controlar os materiais de PDV?
O maior problema do material de PDV é a falta de visibilidade: a verba sai e a gestão não sabe o que aconteceu na loja. Um aplicativo de campo transforma cada instalação em registro conferível.
No MerchanSys, o promotor faz check-in com GPS validado contra o endereço do PDV, registra fotos de gôndola e exposição por loja e data, e cumpre tarefas obrigatórias, como "fotografar a testeira instalada" ou "confirmar o display abastecido". O app funciona offline, então a foto tirada no fundo da loja sem sinal sincroniza depois. No painel, o gestor vê as fotos enviadas, acompanha relatórios de conformidade de exposição e exporta em PDF para o cliente ou para a diretoria. Para quem atende várias marcas, o painel multiempresa separa os relatórios por cliente.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre wobbler e stopper?
O wobbler é uma peça pequena presa à prateleira por uma haste que balança, usada para destacar um produto específico de perto. O stopper é uma placa maior instalada perpendicular à gôndola, pensada para ser vista de longe por quem caminha no corredor. Os dois chamam atenção, mas em distâncias diferentes.
Quem instala os materiais de PDV na loja?
Normalmente é o promotor de vendas ou o repositor da marca, seguindo instruções do time de trade marketing. Em algumas ações, uma equipe de montagem terceirizada instala as peças maiores, como displays e totens. Em todos os casos, peças grandes exigem autorização prévia do varejo.
Material de PDV precisa de autorização do supermercado?
Peças pequenas na área da marca, como faixa de gôndola e wobbler, costumam ser aceitas dentro do espaço negociado. Testeiras, displays de chão, totens e adesivos fora da gôndola quase sempre precisam de autorização do gerente ou de contrato com a rede. Instalar sem combinar aumenta a chance de a peça ser retirada.
Como saber se o material de merchandising aumentou as vendas?
Compare as vendas de lojas com o material e de lojas parecidas sem o material, no mesmo período. Antes disso, confirme com foto que a peça realmente foi instalada e continuou no lugar. Sem a prova de execução, a comparação de vendas fica sem base.
Coloque isso em prática com o MerchanSys
GPS, fotos por PDV, roteirização e relatórios em tempo real — no app e no painel.
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